sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Você sabe onde está a sua toalha?
Se mochilar já é divertido, mochilar com um amigo é melhor ainda! No caso, mochilar com a Mrs. Blair-Yorke foi inesquecivelmente espetacular! :)

As Terras do Tio Carlão
Quando eu for uma ditadora ("ditadora esclarecida", that is), não vou construir uma ponte e uma universidade com o meu nome, nem vou colocar estátuas gigantes de mim mesma -- mesmo porque eu me sentiria muito gorda com 10 metros de altura --, nem vou ficar construindo uma igreja a cada esquina. Ao contrário, o meu "grande reino" será bem pequenito. E as pessoas chegarão ao meu reino, de todas as partes, e exclamarão: "Tão pequeno, mas tão potente...!"

É claro, a mesma sentença pode ser aplicada a binóculos de ópera sem problema nenhum! ;)

Ah, e um adendo: quando eu tiver a minha própria guarda real, vou fazer questão que as guaritas não pareçam casinhas de cachorro!

Os tchecos e as placas tchecas
Tudo bem, os tchecos não são exatamente style; a impressão de andar na rua e estar de volta aos anos 80 foi fortíssima. Mas por algum motivo os bonequinhos das placas de rua eram muito mais bacanas do que as pessoinhas de carne e osso -- estilo boêmio até no chapeuzinho!

(Meu, parece que o cara tá recuando...)


(Olha, olha, um balão divertido!)

(...e a menina tem até um lacinho...)


Placa-mãe
Não estou falando daquela coisa que tem no computador, e sim da melhor placa de todas as placas! Melhor do que a dos bonequinhos de chapéu, melhor do que a da infame pizzaria delivery 24h ("NON STOP -- PIZZA GO HOME")... nada se compara às duas plaquinhas instrutivas que estavam dentro do vagão do trem tcheco!
Não importa qual o significado real dessas placas, eu sempre vou preferir a nossa própria interpretação: BEBA! ATIRE-SE PELA JANELA!

A melhor comparação do ano
De acordo com Ricci (2006), "Budapeste é tipo a Poços de Caldas européia!" ^^ Eu não me importava de passar mais um dia nas termas -- mas sem banho de lama, por favor.

Happy New Wien!
Eu acho que a Itália ficou vazia no fim do ano: todos os italianos do mundo estavam em Viena, e todos eles no terceiro estágio da bebedeira -- o dos cantos populares. Mas o mais divertido foi ver os austríacos sérios usando chapéu de porquinho... :D

Adeus, tio do Kebab!
Faça chuva ou faça sol, seja feriado ou dia normal, lá está o tio do Kebab, cortando carne e limpando o balcão. E não é que quando eu estava indo embora, às 5 da matina, lá estava ele? Quando ele me viu de super-mochila, só sorriu e me perguntou: "Finished Vienna?"

Sim, mas quem sabe eu não volto outra hora? :)

domingo, 10 de dezembro de 2006

Amsterdã
A cidade é tão gracinha com seus canais e bicicletas que me faz ter vontade de morar lá. Mas eu não saberia dirigir um barquinho, e aquelas ciclovias não são pra principiantes (uma holandesa me disse que as criancinhas começam a treinar antes mesmo dos 5 anos de idade)... que pena.

Amesterdão
É assim que se escreve o nome da cidade em Português Europeu... o que não deixa de ser um tanto engraçado, porque o que mais se faz aqui é comer vogais. Então por que diabos acrescentar uma vogal na palavra, só pra ela ser comida?

Ainda sobre a capital holandesa e a língua portuguesa... você colocaria o seu dinheiro em um banco com esse nome...?


Dá até pra imaginar o comercial... Quer guardar dinheiro? Enfia no Rabo! Seria bem constrangedor retirar dinheiro, especialmente quando o caixa recebesse os clientes com luvas cirúrgicas e um sorriso sádico.

Amsterdon't
Finalmente, um lugar que se orgulha por ter a Internet mais lenta da cidade...! Sóóó...


Amstergay!
A polícia de Amsterdã é engraçada: apesar de todos os policiais que eu encontrei terem sido muito educados e prestativos, vi uma delegacia lá que tinha uma placa gigante na porta, com os dizeres "ESTA ESTAÇÃO NÃO É ABERTA AO PÚBLICO - FAVOR NÃO ABRIR A PORTA". Como assim...? Era um clubinho dos policiais...?

Mas o melhor foi a propaganda que eu achei num engraçadíssimo GayMap... entre anúncios de saunas, espancadores profissionais e muito couro, eis a melhor campanha anti-bashing que eu já vi:

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

A versão 2.3 da Gigi é uma lerdeza que só!
Tô ficando velha, isso sim! Já tô sentindo as dores nas costas, a idade avançando e o tempo escorrendo... além disso, a minha bebida favorita é chá, e isso é preocupante. ;)

Falantes de português como segunda língua: os melhores comediantes involuntários!
A diz: "...porque no Alentejo é costume fazer sesta todo dia. Das duas às três, das cinco às seis, e depois de novo às nove."
B pergunta: "Todo dia? Mas ninguém trabalha nessa terra, não?"
A responde: "Ah, sim, mas isso é pra quem não trabalha, que nem eu. Quem trabalha só faz aos fins de semana. Aí faz o dia inteiro."
C, falante de português como segunda língua, pergunta com um ar espantado a B: "Qual é mesmo o assunto da conversa...?"
B: "Sesta."
C: "Ahhhh!, eu achei que fosse sexo..."

Agora releia o diálogo, mudando a palavra... ;)

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Dos europeus, do flerte, e do flerte europeu
Excluindo os espanhóis -- que são os mais parecidos com os brasileiros -- os europeus costumam ser meio frios, especialmente com pessoas que não são assim muito íntimas. Todos mantêm aquela distância educada, e os corpos quase nunca se tocam. Bom, talvez só nas ruas de Lisboa, onde todo mundo tem uma mania fenomenal de se deslocar do ponto A ao ponto B esbarrando no maior número possível de transeuntes.

Talvez como conseqüência dessa falta de calor humano, os europeus não sabem xavecar. E isso é muito triste! As meninas aqui são lindas, realmente merecem elogios -- e no entanto ninguém abre a boca pra falar nada. Como disse minha querida amiga glitter, os europeus precisavam de um curso intensivo com os pedreiros brasileiros.

Mas talvez os brasileiros é que estão muito acostumados com os xavecos escancarados, e não percebem as tentativas sutis (ou toscas) de aproximação por essas bandas: uma colega veio brincando me dizer que eu supostamente tinha uma fila de interessados na residência... quando eu, sob um gigantesco ponto de interrogação, perguntei "como assim?", ela disse algo do tipo "Ué, mas você não percebeu que quando você pediu um prato emprestado, dois caras correram pra te entregar o prato primeiro?"

Se isso é xaveco, serão looongos 8 meses aqui...

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Em pleno Dia das Bruxas, o dia mais evil do ano, eu estava na Torre do Tombo analisando o microfilme do famoso documento da genela fora doras. O tempo não foi muito gentil com alguns dos Cadernos do Promotor, corroendo e manchando os arquivos da Inquisição sem piedade – talvez com a mesma crueldade do Santo Ofício.

Os anos escorreram como areia fina entre os dedos, mas a querela entre Antónia de Oliveira e Vicência de Faria permaneceu. Em 1645, Antónia enviou uma carta de denúncia à Inquisição de Lisboa, acusando Vicência de bruxaria. As duas se conheciam já há quatro anos, o que me deixa no mínimo intrigada. Quatro anos é o suficente para se formar pelo menos o esqueleto de uma boa amizade, e no entanto lá foi uma comadre mandar prender a outra comadre. Não digo que as duas eram amigas do peito, mas mandar pra fogueira é meio exagerado, não?

Será que o fato de Antónia ter sido dona de casa e mulher de militar, enquanto Vicência era tecedeira e provavelmente desempedida, tem algo a ver com o processo? Ou será que Vicência tinha um caso com Gaspar de Cerqueira – o marido de Antónia – e a fogueira foi o único meio de separar o casal adúltero? Também existe a possibilidade de Antónia ter sido uma pessoa verdadeiramente religiosa, o que a levou a acreditar que Vicência tinha mesmo ligações com o Diabo.

Pessoalmente, acho que o que incomodava a delatora era o fato da outra mulher abrir a janela, nua, em horários não muito civilizados. Convenhamos, a dona Vicência não devia ser aquele espetáculo sem roupa – lembrem-se que no século XVII as mulheres eram bem mais cheinhas, não se banhavam todos os dias e não se depilavam – e ainda por cima gostava de se exibir. Mas que evasão de privacidade!

Pensando bem, se eu tivesse uma vizinha baranga e exibicionista, mandaria mesmo pra fogueira, independentemente dela saber prever o futuro ou não! ;)



PS: Antes que alguém me acuse de ser indelicada ou sem-noção, aviso que a Vicência escapou da fogueira. O processo não deu em nada. :)

domingo, 22 de outubro de 2006

Talvez seja melhor parar de chorar a respeito disso, talvez seja melhor esquecer, talvez ele nunca gostou de mim de verdade. O problema maior é que eu não consigo parar de chorar, e muito menos esquecer, justamente pela dúvida.

Então o meu grande erro foi, durante todo esse tempo, querer sem me sentir completamente querida. Sim, ele vale a pena -- mas se não parece se importar comigo, o que é que eu posso fazer? :( Cansei, e desisto.

(E só pra não dizerem depois que eu quero chamar atenção, ou que estou fazendo disso um espetáculo, peço aos meus queridos leitores -- saudades de vocês! -- que usem a caixa de comentários para comentar coisas mais interessantes e menos tristes, como a foto da vista do meu quarto, logo abaixo...)

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Coisas que eu queria que ele soubesse
(mas que provavelmente não vai saber, porque provavelmente não lê o meu blog)

Eu queria que ele soubesse

. que ouvir a voz dele no telefone me deixou tão feliz, mas tão triste por saber que a nossa situação não é a mesma;
. que deixar amigos e família não foi tão difícil quanto me despedir dele;
. que eu não estava chorando por causa do filme, e sim pelo que o filme representava;
. que nesses últimos dias eu vi alguns dos mais bonitos pores-do-sol, mas que não me aqueceram por dentro;
. e que a lua cheia, que em geral me encanta, só me deixou mais triste daquele jeito amarelo e grande, melancólica de dar dó.

Não nego, estou me divertindo aqui; estar num lugar novo é sempre legal. Mas a verdade é que eu sinto a sua falta de um jeito que eu não imaginei que fosse sentir.

Na verdade tudo se resume a um fato mais simples: eu queria ter coragem de mandar um e-mail dizendo o quanto ele vale a pena, ao invés de ficar me lamentando aqui pros meus amigos. Mas é difícil, especialmente quando ele parece não ter interesse algum em continuar em contato. :(

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Prometo aos fiéis leitores que o próximo post será mais alegrinho. Mas hoje não, por favor...