Votos, trapaças e dois canos fumegantes
Todo esse negócio a respeito do referendo anda causando certa polêmica. E, mesmo sabendo que isso já foi tópico nos blogs da Dora e da Mô, acho que vale a pena insistir no assunto pelo menos mais uma vez.
Para quem vive embaixo de uma pedra ou não assistiu televisão/ouviu rádio/leu jornal/navegou na Internet durante as últimas semanas, no dia 23 de outubro ocorrerá o tal do referendo. Basicamente, a venda legal de armas é permitida atualmente no Brasil, e estão perguntando a todos os votantes algo do tipo "Ei, o que é que vocês acham?".
Eu sou a favor do desarmamento, pois acho que a vida é muito melhor sem os canos fumegantes por aí. No entanto, não vou votar a favor da proibição de venda de amas. Isto é, vou votar contra a proibição, o que para muitas pessoas soa como um ato contraditório.
Mas a razão é simples: creio que, no meio da bagunça, houve uma grande confusão acerca da pergunta que está sendo feita aos votantes. A pergunta que estão nos fazendo não é "Você é a favor do desarmamento?". Se fosse, a resposta seria óbvia para pelo menos 90% da população, que está cansada de viver tendo de se desviar de balas perdidas (ou não tão perdidas). A pergunta é outra: Você é a favor da proibição da venda legal de armas no Brasil? Sim ou não?
O número de armas legais por aqui é microscópico, se comparado ao número de armas ilegais. E, como disse o Pereira, bandido que é bandido – e tem pelo menos 1/5 de cérebro – não tem arma legal. Se tiver, no mínimo é idiota, pois um dono de arma registrada pode ser mais facilmente "rastreado" caso cometa um crime.
Se o plano fosse mesmo desarmar todo mundo – o que incluiria o povo das armas ilegais –, então eu não teria dúvida alguma em dar meu apoio total e irrestrito. Mas infelizmente não é o caso. Num país em que alguns traficantes têm equipamento superior ao do exército, dificilmente conseguiremos desarmá-los apenas votando a favor da proibição da venda de armas legais. Barrar a entrada de armas ilegais no país também não é tarefa fácil, e certamente também não será feita apenas através de uma votação. Talvez a proibição da venda fizesse mais sentido se vivêssemos em um país sem tantas armas ilegais, mais pacífico e com um número de homicídios menor.
Dizer que armas em casa são um perigo é verdade. Mas nem todas elas causam acidentes (do tipo filhos atirando um no outro). Se causam, muito provavelmente o único culpado é o proprietário da arma, que não teve os devidos cuidados (Ninguém tem que ficar mostrando pros filhos onde é que guarda o troço. Os filhos não precisam e não devem saber...). E, mesmo assim, supondo que apenas uma fração das armas legais gera acidentes, trata-se de uma fração de uma minoria que tem porte de armas. Não é irrelevante; mas também não é mais relevante do que todas essas mortes por aí, resultantes de armas ilegais.
E imagine que caos seria se aqueles que têm as legais passassem a procurar as ilegais...! Aí podemos até dizer que existe a possibilidade de o comércio de armas se expandir por causa dessa necessidade que algumas pessoas sentem de se proteger por conta própria. Prefiro nem imaginar...
Por essas e outras, vou votar pelo não, mesmo sendo a favor do desarmamento. Afinal, se for pra desarmar, que seja pra valer. Se for pro outro time trapacear e continuar comprando armas ilegais, eu não quero mais brincar.
Meanwhile
... estou fazendo o meu próprio fermento! Se alguém estiver interessado, é só dar um toque. Façam como o Jonas, usem fermento! Nem que seja para fins não-culinários...! :)
domingo, 25 de setembro de 2005
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Mandinga
Mandinga boa mesmo é aquela do século XVII, tirado dos arquivos poeirentos da Inquisição... coisa que envolve gente abrindo a genella fora doras e dizendo pallauras diaboliquas. Sem roupa, é claro.

(tirado do blog do Alexandre)
Não fiz isso pelada, pelo menos.
terça-feira, 13 de setembro de 2005
E viva o neologismo!
Nada como um bom neologismo para dar risadas. Mas o melhor disso tudo é descobrir que "formação de quadrilha", em francês, é "association de malfaiteurs". Imagino um prédio com vidros espelhados e uma enorme placa dizendo Associação Brasileira de Malfeitores. Qual será o pré-requisito para se tornar um associado? Atropelar uma velhinha?
Falando em francês
Faça o favor de atualizar o seu blog sempre, dona Mônica!
Em tempo
(Ou não-tão-em-tempo-assim)
Meu irmão, o psiquiatra, disse que um dos pacientes dele trabalhava no Hopi Hari.
Detalhe: o rapaz tinha depressão.
Alguém consegue imaginar o rapaz trabalhando no "país mais divertido do mundo"...?
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Novo momento de regressão
Domingo fui ao Hopi Hari com meu irmão e alguns amigos aqui de Campinas. Ficamos 12 horas naquele lugar, enfrentando fila e tomando sol. Mesmo assim, foi bastante divertido, apesar de ter uns infelizes vestidos de monstro e tentando assustar a gente a partir das 18h.
Idéias que surgiram
Todos os monstros que vinham na minha direção eram cumprimentados com um caloroso "Oi!!, Tudo bem?!". Apesar disso, o que eu realmente queria era correr em direção ao monstro à toda, só para abraçá-lo e, depois, derrubá-lo como o Haroldo faz com o Calvin. Ou então apertar o nariz dele e gritar *FUÉ!!*. Ou, ainda, sair correndo atrás dele, com um taco de beisebol na mão e gritando "Susto, é?! Susto o caralho! Volta aqui, seu FDP, vou te mostrar o que é bom pra tosse!!"...
Mas ganhar um processo em troca não seria nada divertido.
O monstro e eu
Quando relembro, penso que teria sido melhor se eu tivesse respondido que ele precisava de um fonoaudiólogo...
O monstro: (na frente de outro monstro) GRRRRRRRRR...
Eu: (me aproximando do primeiro monstro) Ow, teu amigo lá de trás passou a mão na minha perna! Mó safado, muita falta de sem-vergonhice...!
O monstro: (depois de uma pausa) ... Grrr!
Eu: (pra mim mesma) Mui eloqüente você, hein amigo...?
segunda-feira, 15 de agosto de 2005
Sexta-feira de regressão
Partindo da USP, almoçamos no Villa-Lobos (ouvindo, no caminho, o Pearl Jam em último volume vindo do carro ao lado) e depois passamos pela Praça Panamericana. É difícil acreditar que, daqui a poucos dias, a Mô vai viajar. E os cafés-pantufa? E as visitas às lojas de "SAPÁÁÁTOS!"? (NB, é "SAPÁÁÁTOS!", e não "sapatos"...)
Problemas na hora de fazer decisões?
Seus problemas acabaram! Visitem www.worldrps.com *agora* e conheçam mais sobre esse fascinante jogo. Como é dito no site, RPS is a decision making game of wits, speed, dexterity and strategy between players who are unable to reach a decision using other means.
Flock you!
Tem algo mais engraçado do que morar na Rua Dr. Guilherme Flock?
Passei no exame prático!
... e não afundei o carro na Lagoa do Taquaral! IÊI!
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
Delírios febris
O título acima até parece de um grande conto. Ou de um extremamente brega, depende. A verdade é que, durante minha curtas férias, tive febre. E febre + sono = sonhos fantásticos, de modo que um dos meus sonhos envolvia Trinny & Susannah (do What not to wear) brigando comigo, dizendo "Eu nunca vi uma doente mais brega!"... Licença, moça, eu tô doente, pouco me importa se tô bem-vestida ou não!
Mas o mais divertido foi, ainda com febre, ter chegado à conclusão de que, se eu fosse do tamanho de um feijão, ia adorar nadar em um copo de suco de laranja não-peneirado. Imagine só, todos aqueles gomos flutuantes, que demais! Eu poderia pular de um para outro, ou fazer força para tentar estourá-los!
(In)felizmente eu não sou do tamanho de um feijão, e, depois de uma boa dose de antibióticos, devo voltar ao mundo dos não-doentes e enfrentar as aulas de segunda-feira de manhã. Nemo meretur.
O meu novo chaveirinho de celular...
... é um "instrumento de auto-flagelação luminoso"! :)
O meu exame prático de direção será perto da Lagoa do Taquaral
Os instrutores disseram que uma pessoa já conseguiu entrar com o carro na Lagoa; será que eu também consigo...? ;)
segunda-feira, 25 de julho de 2005
Cuidado comigo, Sr. Poste!
Estou aprendendo a dirigir...
A pedido:
(No singular porque só o Adriano pediu!)
Sereia do piscinão
Tava lá no piscinão, toda toda turbinada...
Vem, turbinada, vem, vem turbinada...
Veio um cara preparado,
Fazendo muita pressão;
Me chamou pro rala e rola,
Eu virei e disse não.
Vem, preparada, vem, vem preparada...
Eu tava lá no morro, conversando com a moçada...
Vem, sua safada, vem, vem sua safada...
De repente, de um barraco,
O cara do piscinão,
Me chamando pras quebrada,
Eu virei e disse não.
Vem pras quebrada, vem, vem pras quebrada...
Tava lá no baile funk com toda rapaziada...
Vem, sua mamada, vem, vem sua mamada...
Esse cara não desiste,
Quis beijar a minha mão;
Com um poema doa Azevedo,
Começou com um refrão:
Tenho músicas ardentes,
Ais do meu amor insano,
Que palpitam mais dormentes
Do que os sons do teu piano
Vem, popozuda, vem, vem popozuda...
Tenho um seio que delira
Como as tuas harmonias!
Que treme quando suspira,
Que geme como gemias!
Vem, purpurinada, vem, purpurinada...
Como tremem teus dedinhos
O saudoso piano teu,
Vibram-me n'alma os anjinhos,
E eu vou mostrar o meu!
(grito)