quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Pergunta gastronômica
Aqui vai uma pergunta para todos. Em seu livro, Anthony Bourdain toca num assunto bastante interessante: se pudesse escolher, qual seria a sua última refeição?

"(...) 'Amanhã de manhã, você estará na cadeira elétrica. Vão amarrar você, ligar a coisa e fritar sua bunda até seus olhos estalarem como McNuggets. Mas você ainda tem uma refeição. O que pediria para jantar?' Quando se brinca disso com chefs, quero dizer bons chefs, as respostas são invariavelmente simples.

Um amigo respondeu: 'Costeletas grelhadas'.

'Uma fatia de foie gras na chapa', disse outro.

'
Linguine al pomodoro, como o da minha mãe', outro.

'Sanduíche de bolo de carne', respondeu alguém, tremendo de prazer, 'mas não conte para ninguém', acrescentou."

Gostaria de ampliar a pergunta, incluindo os pratos feitos por pessoas que já morreram. Sabe aquele cordeiro assado que só o seu avô sabia preparar...? Ou a torta de frango que aquela tia distante fazia?

Pois é. Aquele pedaço inesquecível de sabor. O que você escolheria como último jantar?

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

O que fazer...?
O que devo fazer para que a minha caixa de comentários não saia para passear quando eu não estou vendo?

Vida de Pelúcia Fotonovelas orgulhosamente apresenta:

Hemi, a tartaruga canibal

Hemi, a tartaruga gigante, vivia tranqüilamente em seu habitat natural. Até que chegou o Homem. O fotógrafo da National Geographic. Fotografando sua intimidade...!

Pobre fotógrafo, que desconhecia os poderes da incrível tartaruga centenária... Afinal de contas, tartaruga também faz mandinga, e mandinga brava! Sentindo-se invadida, Hemi enfeitiçou o fotógrafo. Completamente assombrado, ele não conseguia mais se mover; num piscar de olhos, caiu entorpecido...

... e teve seu cérebro comido. Ainda vivo, porque Hemi gosta de comida fresca.

FIM

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Sleeptalker
Eu costumo falar dormindo. Mas, dessa vez, a Yuka me disse que eu falei a seguinte bizarrice:

"IÊI! Que chique! Hihihihi...!"


GFD Entertainment: a melhor opção para a sua festa!
Após a festa surreal de terça-feira, chegamos à conclusão - dentro do carro da Filomena, veículo que é ao mesmo tempo meio de transporte e central telefônica móvel - de que precisamos montar uma empresa de animadores de festa. É a Genella Fora Doras Entertainment, minha gente!

Garantia GFD
Nós da GFD nos preocupamos com a sua felicidade, e garantimos abrir as suas genellas fora doras independentemente do horário e da ocasião!

Animamos qualquer festa!
Baladinha em casa? Festa de aniversário? Bodas do casal? Baile de debutante? Funeral? Entre já em contato com a GFD Entertainment e confira os nossos pacotes especiais...!

Pacote Balada
Contém 07 (sete) animadores de festa, sendo 04 (quatro) do sexo feminino e 03 (três) do sexo masculino.

Pacote Balada Plus
Contém 10 (dez) animadores. A proporção mulheres:homens pode ser definida pelo cliente (ex: 4 mulheres e 6 homens, 8 mulheres e 2 homens, etc).

Pacote Balada Master
Contém 14 (catorze) animadores. Inclui a opção "Xaveco", no qual os animadores xavecam quem estiver na festa (e não for contratado).

Pacote Balada Miada
Pacote de caráter emergencial. Contém 40 animadores sortidos. Opção perfeita para aqueles momentos em que a festa miou e ninguém apareceu. Garantimos o aparecimento repentino de 40 animadores em menos de 28 minutos.

Pacote Funeral
Número de animadores a definir. Garantimos que cada animador comparecerá vestido de preto e verterá entre 150 e 200 mL de lágrimas.

Todos os pacotes respeitam o preceito do B.Y.O.B., ou seja, todos* os nossos animadores levam sua própria bebida. É necessário lembrar que os animadores chegam e saem da festa em conjunto, e devem ser devolvidos em perfeito estado.

* Com exceção aos pacotes Balada Miada (devido ao caráter emergencial do pedido e ao fato de que, se uma balada miou, há bebida de sobra) e Funeral (no qual os animadores trocam o álcool por flores).

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Mundo pequeno
Quais são as chances de, numa festa de aniversário em Campinas, eu conhecer um cara legal e descobrir, depois, que ele estudou no mesmo colégio que eu e inclusive conhece alguns dos meus amigos?

ECO, U. O segundo diário mínimo, Record, 1992, p.95-96.
Passei! Para comemorar a minha entrada no mestrado - ou seja, um novo período de citações e referências bibliográficas -, nada melhor do que um trecho do Umberto Eco.

O texto que se segue foi efetivamente escrito por mim como apresentação da obra pictórica de Antonio Fomez, de acordo com as regras do citacionismo pós-moderno (cf. Antonio Fomez, Da Ruoppolo a me, Studio Annunciata, Milão, 1982).

Para dar ao leitor (sobre o conceito de "leitor" cf. D. Coste, "Three concepts of the reader and their contribution to a theory of literary texts", Orbis literarum 34, 1880; W. Iser, Der Akt des Lesens, Munique, 1972; Der implizite Leser, Munique, 1976; U. Eco, Lector in fabula, Milão, 1979; G. Prince, "Introduction à l'étude et la critique", Degrés 21, 1980) alguma nova intuição (cf. B. Croce, Estetica come scienza dell'esprezione e linguistica generale, Bari, 1902; H. Bergson, Oeuvres, Édition du Centenaire, Paris, 1963; E. Husserl, Ideen zu einer Phänomenologie und phänomenologischen Philosophie, Haia, 1950) sobre a pintura (para o conceito de "pintura" cf. Cennino Cennini, Tratatto della pittura; Bellori, Vite d'artisti; Vasari, Le vite; vários autores, Trattati d'arte del Cinquecento, org. por P. Barocchi, Bari, 1960; Lomazzo, Tratatto dell'arte della pittura; Alberti, Della pittura; Armenini, De' veriprecetti della pittura; Baldinucci, Vocabolario toscano dell'arte del disegno; S. Van Hoogstraaten, Inleyding tot de Hooge Schoole der Schilderkonst, 1678, VIII, 1, p.279sg.; L. Dolce, Dialogo della pittura; Zuccar, Idea de' pittori) de Antonio Fomez (cf., para uma bibliografia geral, G.Pedicini, Fomez, Milão, 1980, esp. p. 60-90), tentarei uma análise (cf. H. Putnam, "The analytic and the synthetic", in Mind, language and reality 2, Londres-Cambridge, 1975; M. White, ed., The age of analysis, Nova York, 1955) de forma (cf. W. Köhler, Gestalt Psychology, Nova York, 1947; P. Guillaume, La psychologie de la forme, Paris, 1937) absolutamente inocente e despida de preconceitos (cf. J. Piaget, La représentation du monde chez l'enfant, Paris, 1955; G. Kanizsa, Grammatica del vedere, Bolonha, 1981). Mas trata-se de uma coisa (sobre a coisa-em-si, cf. E. Kant, Kritik der reinen Vernunft, 1781-1787) muito dificil neste mundo (cf. Aristóteles, Metafísica) pós-moderno (cf. cf. ((cf. (((cf. cf.)))))). Razão pela qual não se faz nada (cf. Sartre, L'être et le néant, Paris, 1943). Resta o silêncio (Wittgenstein, Tractatus, 7). Desculpe, fica para outra (cf. J. Lacan, Écrits, Paris, 1966) vez.

segunda-feira, 10 de outubro de 2005


Ei, eu só não escrevo por não ter novidades para contar (ainda. Ou seja, o resultado do mestrado ainda não saiu)... Pensei em te pedir sugestões sobre que roupa eu deveria usar para uma festa dos anos 70/80, mas desisti depois de perceber que já tinha uma roupa prontinha.
(Eu queria me vestir à la Velvet Goldmine! IÊI! Glitter!! Mas o máximo que consegui foi um casaco de veludo e um boá pink...)
Prometo que escrevo assim que tiver novidades boas!

Mi
OK, você está me devendo uma saída para ver Les jeux sont faits... Afinal, quem mais eu poderia convidar para ver um filme existencialista de 1947 em preto-e-branco e baseado naquele livro do Sartre? ;)

Filomena e Alexandre
*Medo*
Daqui a pouco todos os professores estarão compenetrados em abrir suas genellas fora doras! E colocando a minha mãe no meio da história, ainda por cima! Este mundo está perdido mesmo...!

Eu tenho...
... FERMENTO! WOOHOO!!! E o melhor: FUNCIONA!
Pela primeira vez, o pão deu certo! Ficou parecendo pão italiano, com a casca crocante e o miolo meio azedinho... nham! Que felicidade, meu fermento caseiro é demais...!

Jonas
Seu "fermento fazedor de CO2" já está pronto para ser utilizado com fins não-culinários! :)

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Para os nietzscheanos de plantão
A Eva - estudante alemã que está morando aqui no Brasil - criou uma nova expressão ao interpretar de maneira engraçada o tão falado "pelamordedeus": Pela morte de Deus...!

Para Mônica, Pereira, Adriano e outros que gostem do Eco
(Do Umberto Eco, não do fenômeno acústico)
Vocês já leram o Como se faz uma tese?

Pergunta
Por que diabos eu não achei ninguém além do Rodrigo para adicionar no meu Skype...? Apareçam!

domingo, 25 de setembro de 2005

Votos, trapaças e dois canos fumegantes
Todo esse negócio a respeito do referendo anda causando certa polêmica. E, mesmo sabendo que isso já foi tópico nos blogs da Dora e da , acho que vale a pena insistir no assunto pelo menos mais uma vez.

Para quem vive embaixo de uma pedra ou não assistiu televisão/ouviu rádio/leu jornal/navegou na Internet durante as últimas semanas, no dia 23 de outubro ocorrerá o tal do referendo. Basicamente, a venda legal de armas é permitida atualmente no Brasil, e estão perguntando a todos os votantes algo do tipo "Ei, o que é que vocês acham?".

Eu sou a favor do desarmamento, pois acho que a vida é muito melhor sem os canos fumegantes por aí. No entanto, não vou votar a favor da proibição de venda de amas. Isto é, vou votar contra a proibição, o que para muitas pessoas soa como um ato contraditório.

Mas a razão é simples: creio que, no meio da bagunça, houve uma grande confusão acerca da pergunta que está sendo feita aos votantes. A pergunta que estão nos fazendo não é "Você é a favor do desarmamento?". Se fosse, a resposta seria óbvia para pelo menos 90% da população, que está cansada de viver tendo de se desviar de balas perdidas (ou não tão perdidas). A pergunta é outra: Você é a favor da proibição da venda legal de armas no Brasil? Sim ou não?

O número de armas legais por aqui é microscópico, se comparado ao número de armas ilegais. E, como disse o Pereira, bandido que é bandido – e tem pelo menos 1/5 de cérebro – não tem arma legal. Se tiver, no mínimo é idiota, pois um dono de arma registrada pode ser mais facilmente "rastreado" caso cometa um crime.

Se o plano fosse mesmo desarmar todo mundo – o que incluiria o povo das armas ilegais –, então eu não teria dúvida alguma em dar meu apoio total e irrestrito. Mas infelizmente não é o caso. Num país em que alguns traficantes têm equipamento superior ao do exército, dificilmente conseguiremos desarmá-los apenas votando a favor da proibição da venda de armas legais. Barrar a entrada de armas ilegais no país também não é tarefa fácil, e certamente também não será feita apenas através de uma votação. Talvez a proibição da venda fizesse mais sentido se vivêssemos em um país sem tantas armas ilegais, mais pacífico e com um número de homicídios menor.

Dizer que armas em casa são um perigo é verdade. Mas nem todas elas causam acidentes (do tipo filhos atirando um no outro). Se causam, muito provavelmente o único culpado é o proprietário da arma, que não teve os devidos cuidados (Ninguém tem que ficar mostrando pros filhos onde é que guarda o troço. Os filhos não precisam e não devem saber...). E, mesmo assim, supondo que apenas uma fração das armas legais gera acidentes, trata-se de uma fração de uma minoria que tem porte de armas. Não é irrelevante; mas também não é mais relevante do que todas essas mortes por aí, resultantes de armas ilegais.

E imagine que caos seria se aqueles que têm as legais passassem a procurar as ilegais...! Aí podemos até dizer que existe a possibilidade de o comércio de armas se expandir por causa dessa necessidade que algumas pessoas sentem de se proteger por conta própria. Prefiro nem imaginar...

Por essas e outras, vou votar pelo não, mesmo sendo a favor do desarmamento. Afinal, se for pra desarmar, que seja pra valer. Se for pro outro time trapacear e continuar comprando armas ilegais, eu não quero mais brincar.

Meanwhile
... estou fazendo o meu próprio fermento! Se alguém estiver interessado, é só dar um toque. Façam como o Jonas, usem fermento! Nem que seja para fins não-culinários...! :)