Talvez seja melhor parar de chorar a respeito disso, talvez seja melhor esquecer, talvez ele nunca gostou de mim de verdade. O problema maior é que eu não consigo parar de chorar, e muito menos esquecer, justamente pela dúvida.
Então o meu grande erro foi, durante todo esse tempo, querer sem me sentir completamente querida. Sim, ele vale a pena -- mas se não parece se importar comigo, o que é que eu posso fazer? :( Cansei, e desisto.
(E só pra não dizerem depois que eu quero chamar atenção, ou que estou fazendo disso um espetáculo, peço aos meus queridos leitores -- saudades de vocês! -- que usem a caixa de comentários para comentar coisas mais interessantes e menos tristes, como a foto da vista do meu quarto, logo abaixo...)
domingo, 22 de outubro de 2006
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Coisas que eu queria que ele soubesse
(mas que provavelmente não vai saber, porque provavelmente não lê o meu blog)
Eu queria que ele soubesse
. que ouvir a voz dele no telefone me deixou tão feliz, mas tão triste por saber que a nossa situação não é a mesma;
. que deixar amigos e família não foi tão difícil quanto me despedir dele;
. que eu não estava chorando por causa do filme, e sim pelo que o filme representava;
. que nesses últimos dias eu vi alguns dos mais bonitos pores-do-sol, mas que não me aqueceram por dentro;
. e que a lua cheia, que em geral me encanta, só me deixou mais triste daquele jeito amarelo e grande, melancólica de dar dó.
Não nego, estou me divertindo aqui; estar num lugar novo é sempre legal. Mas a verdade é que eu sinto a sua falta de um jeito que eu não imaginei que fosse sentir.
Na verdade tudo se resume a um fato mais simples: eu queria ter coragem de mandar um e-mail dizendo o quanto ele vale a pena, ao invés de ficar me lamentando aqui pros meus amigos. Mas é difícil, especialmente quando ele parece não ter interesse algum em continuar em contato. :(
.
.
.
Prometo aos fiéis leitores que o próximo post será mais alegrinho. Mas hoje não, por favor...
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
YAY, pois
Est' post vai lá c'm v'gais 'ngolidas, à moda d' P'rtugal, qu' é p'ra vos dar uma idéia d' c'mo se fal' o idiom' d' C'mões atualment' em t'rritório 'uropeu. Há d' s' l'mbrar t'mbém qu' s' 'nrola muit' a língua p'ra f'lar o l e qu' o r é muit' vibrant', e isso m' dá a impr'ssão d' qu' todos cá v'vem a f'lar com uma enorme bala Soft sob a língua.
Bala...?
Aliás, bala não; rebuçado.
...e enquanto o meu trabalho de pesquisa não começa...
...eu fico a passear e ser confundida com turista japonesa. Todo mundo aqui me pergunta as coisas em inglês, até os portugueses. Verdade é que todos os orientais que eu vi aqui eram turistas mesmo, do tipo que tem a câmera pendurada no pescoço e o chapéu de pescador pra se proteger do sol. :D
Falando nisso
Outro dia vi uma excursão de turistas japoneses vagando por uma praça aqui por perto, a guia mostrando e traduzindo tudo. Uma hora ela parou em frente a uma vitrine de doces e começou a explicar alguma coisa, ao que todos os japoneses (uns 15 ou 20) ficaram respeitosamente amontoados em frente à loja, tirando fotos e comentando baixinho, admirados com os doces. É o tipo de cena estereotipada e surreal que ninguém acha que vai ver na vida, até encontrar a "horda alinhada" de turistas japoneses... ;)
terça-feira, 19 de setembro de 2006
... e eu entrei na dança.
O Pereira me amaldiçoou depois de ter sido amaldiçoado pelo Artur (que eu só conheço de vista, mas deve ser um cara bem divertido). Tenho que contar aqui seis coisas que (eu acho que) as pessoas não sabem sobre mim, a não ser que eu queira ser atacada (!) por um coelho (!!!). Para tentar manter a minha integridade física -- já que a mental já se foi há tempos -- aqui vai a lista:
1. Quando eu era pequena, gostava de, segurando uma ponta de corda ou cabo de vassoura, ficar girando, girando, girando até ficar tonta. Eu achava a sensação o máximo.
2. Depois eu girava no outro sentido, e achava a nova sensação melhor ainda.
3. Eu gosto de ser "japonesa". E sim, as aspas estão no lugar certo.
4. Eu gosto de culinária pelo simples fato de ter certeza de que sei o que estou fazendo. Porque, convenhamos, a culinária em si é algo divertido, mas existem outras coisas muito melhores pra fazer do que se alimentar.
5. Uma das coisas muito melhores a se fazer do que se alimentar é, na minha opinião, justamente isso no que você está pensando. E nesse caso eu não apenas tenho certeza de que sei o que estou fazendo, como também tenho a vaga impressão de que não sou nenhum desastre, if you know what I mean. ;)
E por fim...
6. Confesso que tenho um certo pavor de árvores sintáticas, ainda mais quando não sei bem onde adjungir coisas...
E agora a minha missão é ajudar a manter um certo nível de (in)sanidade mental e indicar 6 pessoas para as quais vou passar a maldição... :D
And the curse goes to...
Filomena
Alexandre
Julia
Dora
Tucunduva
Mocinha

