sábado, 24 de novembro de 2007

É tudo igual

- Homem é tudo igual.
- Hmm... mulher também é tudo igual. Porque olha só: na cabeça de um homem, quando ele diz "você sabe que eu gosto de você", ele quer dizer "você sabe que eu gosto de você"; já na cabeça de uma mulher, quando ele diz "você sabe que eu gosto de você", ela acha que ele quis dizer "olha, não sei. Preciso pensar a respeito".

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Gigi versão 2.4

E então fiquei um ano mais velha e a versão 2.4 é flexpower, logo tenho que sair por aí bebendo gasolina também.

O quê?!

Não, não... é brincadeira.

Gigi fez pizza no aniversário. Gigi passou mal no dia seguinte. Camarão, maldito camarão! Gigi acordou com vontade de morrer, de tanta dor... Gigi não foi à aula porque não queria entrar no fretado para Campinas e correr o risco de passar mal lá dentro, nas 2 horas de trajeto até a UNICAMP. Já pensou? "Seu motorista, tem uma menina resmungando em posição fetal no corredor, o que a gente faz?" =P

Mas à tarde já estava um pouco melhor e consegui encarar o fretado. Cheguei em Campinas, passei mal mais um pouquinho e, à noite, fui ver a última apresentação da Arte do Insulto do Rafinha Bastos no Teatro Tim.



Pra quem estiver em São Paulo, gostar de stand-up e não for de Rondônia, recomendo que compre o ingresso adiantado para as últimas apresentações desta temporada, que vai até dia 1° de dezembro lá no Teatro Crowne Plaza, às sextas e sábados. A apresentação é ótima, e mesmo quem não estava doente (como eu) saiu de lá com dores de tanto rir... :D

domingo, 18 de novembro de 2007

Momento musical


Moby, com In This World e um grupinho de alienígenas muito simpáticos que dão vontade de colocar no bolso e levar pra casa pra cuidar...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Hein?


(foto tirada hoje depois do almoço, em São Paulo)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Anti-herói, anti-vilão

Se for parar pra pensar, toda a polêmica que o Tropa de Elite vem causando se deve quase que somente ao seu personagem principal. Nem a violência ou a corrupção policial, nem a hipocrisia da classe média e nem a questão da favela e das drogas; apesar de tocar em todos esses assuntos (e mais uns outros), o centro do filme é mesmo o Capitão Nascimento.

Talvez o que cause essa polêmica seja o fato desse personagem apresentar características que oscilam entre os de um anti-herói e de um anti-vilão -- o que é, ao meu ver, um dos pontos positivos do filme -- tornando-o muito mais complexo e, conseqüentemente, humano. Mas aparentemente isso confundiu uma porção do público que imaginou que aquilo seria um filme de tiroteio estereotipado, cujo protagonista não poderia ser outra coisa que não um herói.

O cara é um pouco anti-herói porque usa alguns meios considerados "imorais" para fazer (o que do ponto de vista dele é) o bem. Ou seja, tudo bem torturar e matar se for para combater o crime, manter a ordem ou garantir o sono do papa. Mas esses mesmos motivos também o tornam um pouco anti-vilão: ele tortura e mata em nome da lei, mas é um pai de família que sente ternura pelo filho, tem crises de consciência etc.

Pra complicar mais ainda, o personagem consegue ser muito carismático. Quem não riu quando ele disse todas aquelas coisas que em teoria não são tão engraçadas? Aí, juntando esse carisma à complexidade, temos um protagonista que é tão f...dido e mal-pago quanto qualquer pessoa real, normal e legal.

No fundo essa história de anti-herói/anti-vilão acaba sendo tão maniqueísta quanto a do herói/vilão. No fundo o personagem oscila entre os diferentes papéis de acordo com a situação e o ponto de vista, assim como aconteceria com uma pessoa comum. O que obviamente suscita o ódio em uns, enquanto todos os outros adoram. E, como disse a , quem diz que odeia na verdade deve ter adorado...

Personagens planas e redondas
Todo mundo viu na escola, mas dessa vez vale a pena ver de novo. A personagem redonda é psicologicamente densa e pode sofrer alterações com o desenrolar da trama. Já a personagem plana permanece inalterada durante o seu percurso, sendo muitas vezes estereotipada. E é psicologicamente broxante.

A complexidade dos personagens varia de acordo com a importância do seu papel na história, de modo que o protagonista em geral é o mais complexo. Seguindo uma lógica de hierarquia, os secundários são menos complexos, mas não chegam a ser rasos. Isto é, podem até mudar muito -- como o bad-ass motherfucker de que a Dora falou --, mas não são assim tão densos ou complicados. Aí tem aqueles que são os menos complexos de todos; são tão simples (ou simplificados) que podem ser chamados de "a ralé da trama".

Enfim, isso foi só pra dizer que é muito deprimente notar que, no filme, os personagens mais planos não são nem os traficantes, nem os policiais corruptos. São os universitários mesmo. E isso é um tanto mais deprimente quando se constata a verossimilhança entre a personagem e o tipo retratado. Quer sair por aí dizendo de peito cheio que tem consciência social, é? Ahh, traz o saco, 06!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Casamento

E então que nesse fim de semana teve casamento de um primo meu que é budista, e portanto a cerimônia foi nos moldes. Noivo e noiva sentados de frente pro altar, e o monge (ou auxiliar do monge?) chega com uma tigelinha pequena e um bule. Serve primeiro para ele, e depois para ela. Vai para o altar e volta para servi-los uma segunda vez. E depois uma terceira vez. Aí serve também para os pais dos dois, e uma quarta e última vez para os noivos. Acho que tinha chá no bule, mas e se não fosse?

Imagine se fosse no México e o monge servisse quatro shots de tequila antes do povo dizer sim? Seria bem mais complicado levantar e trocar alianças... "Vamo lá, sal e limão a postos! Quem cair no chão primeiro é a noiva!"